
Uma experiência para quem deseja conhecer a Serra da Canastra por um caminho mais tranquilo, exclusivo e cercado por paisagens preservadas.
Uma experiência completa pelos cenários mais autênticos da Serra da Canastra.
O roteiro Vale dos Canteiros percorre estradas rurais, paisagens preservadas e caminhos cercados pelas formações rochosas que caracterizam a região. Durante o passeio, visitamos até dois atrativos selecionados de acordo com as condições climáticas, o perfil do grupo e a melhor experiência disponível para o dia.
Entre cachoeiras, piscinas naturais e mirantes panorâmicos, o visitante terá tempo para contemplar a natureza, fotografar, descansar e aproveitar cada parada sem pressa. O trajeto em veículo 4x4 também faz parte da aventura, passando por áreas pouco exploradas e revelando diferentes perspectivas das montanhas e dos vales da Canastra.
Mais do que conhecer novos lugares, o Vale dos Canteiros é um convite para desacelerar, respirar o ar puro da serra e viver um dia de conexão com a natureza.
Você escolhe 2 cachoeiras entre 7 opções
Parada fixa no Muro de Pedras, patrimônio vivo da serra
Guia local que conhece o acesso de cada queda
Escolha até 2 atrativos para compor sua experiência.0 de 2 selecionados.


Há lugares que guardam a história no próprio nome. No fundo do vale, entre a Babilônia, do lado de Delfinópolis, e os Canteiros, do lado de São João Batista do Glória, a água desce em várias quedas seguidas e deixa um poço limpo ao pé de cada uma. A divisa entre as duas cidades passa quase em cima da cachoeira. Mas o nome dela, Quilombo, vem de muito antes de qualquer divisa. Vem do tempo das minas de ouro, quando negros escravizados fugiam delas em busca de liberdade. É assim que a pesquisadora Divenia Maria Lopes, da USP, explicou em 2008 o nome que encontrou espalhado pela zona rural do Glória: nos Canteiros, Quilombo é região, é córrego e é cachoeira. Para ela, esses refúgios provavelmente estavam ligados ao grande Quilombo do Campo Grande, o mais conhecido de Minas Gerais. A memória do Glória vai além. O professor Antonio Grilo, que escreveu um livro de lembranças da cidade, conta que logo depois da Serra Preta, no caminho do Vão da Babilônia, existiu o Quilombo da Canastra. Dali saíam trilhas para os garimpos e os ribeirões, e nas roças crescia o que sustentava a vida longe das minas: mandioca, milho, abóbora e banana. Os registros não dizem onde ficavam exatamente as casas. Ficou o nome, que hoje batiza serra, córrego e cachoeira. Em 2018, o dossiê de patrimônio cultural da Prefeitura do Glória pôs a Cachoeira do Quilombo ao lado do Buraco da Nega e do Cafundó, entre os nomes que mostram a força da herança africana na formação da região. E a pesquisadora registrou um traço desse passado que resistiu: em 2008, no Vão da Babilônia, a colheita ainda se fazia em mutirão, um vizinho ajudando o outro. Hoje a visita começa fácil: a primeira queda fica pertinho de onde se deixa o carro. Para as quedas de cima, uma trilha íngreme e de pedra sobe ao lado dos poços; a subida leva cerca de meia hora, e com a umidade a pedra fica lisa. Quem prefere ficar embaixo aproveita a prainha de cascalho e os poços da parte baixa. A área é particular e cobra taxa de preservação na entrada. Não há estrutura no local: leve água e lanche, e nada de garrafa de vidro perto da água, como pede o proprietário. Chega-se pelo Vale da Babilônia ou pelos Canteiros, a cerca de 36 km do centro do Glória por estrada de terra; na chuva, só a pé ou de 4x4. Uma ponte nova liga os Canteiros ao Vale do Quilombo, e a travessia de carro pela água não é mais permitida.

Queda em área preservada, no território do símbolo da Canastra. Natureza bruta e silêncio.

Esta é a Capivara do Vale dos Canteiros, uma das quatro cachoeiras que correm dentro da fazenda da Pousada Vale dos Canteiros, a 22 km de São João Batista do Glória por estrada de terra. Não é a Cachoeira da Capivara da beira da MG-050, do lado de Capitólio: são lugares diferentes. A fazenda é antiga. A família que toca a pousada conta que a casa era ponto de pouso dos tropeiros que cruzavam a serra, com café quente e prato de comida, e que a pousada abriu as portas em 2009. A Capivara não é uma queda alta. É um trecho de corredeiras que termina num poço largo, cercado de paredões, com sombra e pedra boa para sentar. Da pousada são cerca de 1,5 km, uns 25 minutos a pé por trilha sinalizada, ou de 4x4. Fica a uns dez minutos de caminhada da Cachoeira do Oratório, e as duas costumam ser visitadas juntas. Quem não está hospedado visita pelo day use dos fins de semana, com vagas limitadas e reserva pelo WhatsApp da pousada. A fazenda não recebe animais de estimação.

Escondida no nome e no caminho. A cachoeira fica dentro de uma fazenda em São João Batista do Glória, na região do Vale dos Canteiros, e muita gente emenda a visita com a Cachoeira do Quilombo no mesmo dia. A entrada passa pela Queijaria Casarão Rosa: é lá que se paga o acesso e se pega a chave da porteira. Coloque a queijaria no GPS, e não o nome da cachoeira, que pode levar a uma estrada sem saída. No caminho tem um riacho para o carro atravessar. Carro de passeio chega na seca, mas no tempo das chuvas a estrada pode ficar comprometida. Do estacionamento até a queda é uma trilha curta e fácil, de uns 150 metros. A queda tem cerca de 40 metros, com pouco volume de água, cercada de paredão de pedra e mata fechada, com bastante sombra. O poço tem água azul-turquesa e bem gelada, com partes rasas e partes fundas: quem não nada bem fica no raso. O melhor horário é entre 11h e 15h, com o sol mais alto. Na volta, vale provar o queijo canastra da queijaria.

O Oratório é outra das quatro cachoeiras da fazenda da Pousada Vale dos Canteiros, a 22 km de São João Batista do Glória. Fica pertinho da Cachoeira da Capivara, uns dez minutos de trilha entre uma e outra, e as duas costumam ser visitadas juntas. A origem do nome não tem registro, mas a pedra por onde a água escorre lembra um pequeno oratório. É uma queda pequena, de uns 4 metros, que forma um poço estreito encaixado no cânion, com uma prainha de areia e água rasa no começo. Dá para ficar debaixo da queda. A descida final é íngreme, mas tem cordas e corrimão para apoiar. Da pousada são cerca de 1,3 km, uns 30 minutos a pé, ou de 4x4. Quem não está hospedado visita pelo day use dos fins de semana, combinado antes com a pousada.

A Vinícola Moradas da Serra fica à beira da estrada que liga o Glória ao Quilombo, no km 39, na zona rural de São João Batista do Glória. O projeto é de um casal que assumiu a vinícola com apoio do Sebrae Minas. As uvas são cultivadas com a técnica da dupla poda, que permite colher no inverno, quando o tempo seco e frio ajuda a concentrar o açúcar da fruta. O primeiro rótulo da casa é um Syrah, e a previsão divulgada para 2026 incluía Tannat, Pinot Noir, Marselan, Sauvignon Blanc e alguns cortes. A visita passa pelo vinhedo e pela adega e termina na degustação, com comida mineira e queijos da região. A casa tem um wine bar e três casas para hospedagem dentro da propriedade. Degustações e experiências são sob agendamento.

Mirante
Cancelamento com reembolso integral em até 7 dias corridos após a compra, conforme o Código de Defesa do Consumidor, desde que solicitado com no mínimo 48 horas de antecedência da data da experiência. Após esse prazo, o cancelamento pode gerar retenção parcial de valores, referente a reservas operacionais e bloqueio de agenda já assumidos. Em caso de chuva forte, cheia dos rios ou qualquer impossibilidade operacional, a experiência é reagendada sem custo adicional. A Partiu Canastra busca sempre a melhor solução para garantir uma experiência segura e satisfatória.
Reserva confirmada mediante sinal de 50% do valor total. O saldo restante pode ser pago até o dia da experiência. Aceitamos Pix e cartão de crédito.
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