Quem roda pelo alto da Canastra logo percebe que a serra já teve morador. Muros, currais e casas de pedra empilhada aparecem em vários pontos do parque, e o ICMBio trata essas construções como patrimônio histórico da unidade. São o que restou de um tempo em que o chapadão era caminho de tropa e pasto de gado. Segundo os documentos do parque, essas construções estão ligadas aos antigos caminhos que cruzavam a serra, como a Picada de Goiás, e depois à pecuária de leite. Na seca o gado subia para o chapadão e ficava ali alguns meses. Famílias de vaqueiros, os retireiros, passavam a temporada em pousos simples chamados retiros, onde também faziam queijo. É uma lida ligada de perto à história do Queijo Canastra. O lugar mais fácil para ver esse patrimônio é o Curral de Pedras, à beira da estrada principal, perto da Nascente do São Francisco: um muro de pedra em semicírculo, levantado sem argamassa, onde o gado ficava preso e onde tropeiros a caminho de Desemboque e Sacramento pousavam com a tropa. Quem empilhou essas pedras, ninguém registrou. Há quem atribua alguns muros da região ao trabalho de pessoas escravizadas, mas não encontramos estudo histórico que confirme. Os documentos do parque tratam esse patrimônio como pouco estudado, e muitos currais e muros, como os do Chapadão do Diamante, ainda não estão abertos à visitação. Olhe, fotografe e deixe tudo como está. As regras do parque proíbem subir, escalar ou danificar os muros e qualquer estrutura de pedra empilhada, e também sair das trilhas e estradas. O parque abre todos os dias: de carro, a entrada vai das 8h às 16h e a saída até as 18h; a pé ou de bicicleta, das 4h às 21h. A entrada está gratuita, com CPF e documento com foto.
Na serra, estrada de terra e sinal fraco pedem quem conhece o caminho. Veja os roteiros guiados da Partiu Canastra pela região.
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