Cachoeira do Quilombo
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Cachoeira

Cachoeira do Quilombo

Delfinópolis, MG
Nível
Moderado
Acesso
Só 4x4 / alta

Sobre o atrativo

Há lugares que guardam a história no próprio nome. No fundo do vale, entre a Babilônia, do lado de Delfinópolis, e os Canteiros, do lado de São João Batista do Glória, a água desce em várias quedas seguidas e deixa um poço limpo ao pé de cada uma. A divisa entre as duas cidades passa quase em cima da cachoeira. Mas o nome dela, Quilombo, vem de muito antes de qualquer divisa. Vem do tempo das minas de ouro, quando negros escravizados fugiam delas em busca de liberdade. É assim que a pesquisadora Divenia Maria Lopes, da USP, explicou em 2008 o nome que encontrou espalhado pela zona rural do Glória: nos Canteiros, Quilombo é região, é córrego e é cachoeira. Para ela, esses refúgios provavelmente estavam ligados ao grande Quilombo do Campo Grande, o mais conhecido de Minas Gerais. A memória do Glória vai além. O professor Antonio Grilo, que escreveu um livro de lembranças da cidade, conta que logo depois da Serra Preta, no caminho do Vão da Babilônia, existiu o Quilombo da Canastra. Dali saíam trilhas para os garimpos e os ribeirões, e nas roças crescia o que sustentava a vida longe das minas: mandioca, milho, abóbora e banana. Os registros não dizem onde ficavam exatamente as casas. Ficou o nome, que hoje batiza serra, córrego e cachoeira. Em 2018, o dossiê de patrimônio cultural da Prefeitura do Glória pôs a Cachoeira do Quilombo ao lado do Buraco da Nega e do Cafundó, entre os nomes que mostram a força da herança africana na formação da região. E a pesquisadora registrou um traço desse passado que resistiu: em 2008, no Vão da Babilônia, a colheita ainda se fazia em mutirão, um vizinho ajudando o outro. Hoje a visita começa fácil: a primeira queda fica pertinho de onde se deixa o carro. Para as quedas de cima, uma trilha íngreme e de pedra sobe ao lado dos poços; a subida leva cerca de meia hora, e com a umidade a pedra fica lisa. Quem prefere ficar embaixo aproveita a prainha de cascalho e os poços da parte baixa. A área é particular e cobra taxa de preservação na entrada. Não há estrutura no local: leve água e lanche, e nada de garrafa de vidro perto da água, como pede o proprietário. Chega-se pelo Vale da Babilônia ou pelos Canteiros, a cerca de 36 km do centro do Glória por estrada de terra; na chuva, só a pé ou de 4x4. Uma ponte nova liga os Canteiros ao Vale do Quilombo, e a travessia de carro pela água não é mais permitida.

Vá com quem conhece o caminho

Este roteiro guiado passa por aqui:

Roteiro Vale dos Canteiros

1 dia · Leve

A partir deR$ 800por saída

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Informações importantes

Horário de funcionamento
Seg e Ter 9h às 17h · Qua a Dom 8h30 às 17h30
Nível de esforço
Moderado · Pede disposição: subidas, trechos irregulares ou caminhada mais longa
Acesso
Só 4x4 / alta
Valores no local
R$ 40 por adulto

Como chegar

Cachoeira do Quilombo · Delfinópolis, MG

Só 4x4 / alta

Na serra o sinal de celular falha: trace a rota ainda na cidade, ou vá com quem conhece o caminho.

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